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O dinheiro que estava à vista

Cerca de 10 min de leitura • Módulo 12: O operador
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Soma o melhor preço que cada uma das sete operações da aula 63 alguma vez mostrou enquanto esteve aberta, e a folha diz 14,60 por ação. Soma a quanto fecharam de facto e diz 10,70. A diferença, 3,90, esteve no ecrã e não está na conta, e é 26,7 % de tudo o que alguma vez esteve à vista. Não se quebrou nenhuma regra para o perder, nenhuma operação teve o tempo errado, e é o número de que melhor nos lembramos em todo o módulo. Também está concentrado de um modo de que ninguém se lembra: quatro das sete operações não devolvem absolutamente nada, e uma devolve 2,10 sozinha.

Pré-requisitos: Aula 86, que pôs preço em agir sobre esta sensação, 2,20 por ação, mais de metade da vantagem da regra sobre manter; aula 88, pela folha tal como está agora; e aula 23, por aquilo para que serve um registo e pelas colunas que lhe costumam faltar.

O número que ninguém aponta

Todo o diário de negociação tem um preço de entrada e um preço de saída, porque são os dois preços que um corretor imprime. Entre eles a posição teve uma vida, e o preço mais alto que viu nessa vida não está em extrato nenhum em parte alguma. É, no entanto, o preço que um operador sabe nomear meses depois, ao tick, sobre operações de que, de resto, já se esqueceu. Essa assimetria é o assunto desta aula: a grandeza com o domínio mais forte sobre a memória de um operador é a única que o seu registo não contém.

Vale a pena ser claro: a grandeza é real. Isto não é uma história sobre imaginar ganhos. Cada preço abaixo é um dos sessenta fechos que este curso usa desde a aula 32, foi impresso enquanto a posição estava aberta, e uma ordem ao mercado nesse momento tê-lo-ia obtido aproximadamente. O dinheiro apareceu mesmo.

A coluna que esta aula acrescenta

A folha do módulo 12 tem as entradas e as saídas da regra da aula 86, as excursões da aula 87 e os tamanhos da aula 88. Esta é a última coluna: o melhor fecho dentro de cada operação, quanto isso valia face à entrada e quanto a operação rendeu de facto.

Operação n.ºEntradaMelhor fecho dentroNa barraMostradoRealizadoDevolvido
1102,6105,38+2,70+2,700,00
2103,7106,710+3,00+2,001,00
398,8103,436+4,60+2,502,10
4104,4106,748+2,30+1,500,80
5106,9106,653−0,30−0,300,00
6105,8107,155+1,30+1,300,00
7106,0107,058+1,00+1,000,00
Todas+14,60+10,703,90

Quatro das sete linhas têm um zero na última coluna. Três dessas quatro duraram exatamente uma barra, portanto o melhor fecho dentro delas foi o fecho em que saíram, porque só havia um; a quarta durou duas barras e fez o seu melhor fecho na segunda. Os 3,90 inteiros vêm das três operações que duraram quatro barras ou mais, e mais de metade de uma só delas.

Quanto valem os dois totais

O total realizado é 10,70 bruto, 9,839 depois das sete idas e voltas, e 4,162 acima de comprar e manter. O total mostrado é 14,60 bruto. Se um operador tivesse deixado cada operação no seu melhor fecho — o que não é uma estratégia, porque precisa do futuro, mas é exatamente o contrafactual que a memória faz correr —, o registo seria de 13,74 depois de custos e 8,06 acima de manter, contra o contributo próprio da regra de 4,16.

Portanto a versão lembrada deste registo não é ligeiramente melhor do que a real. É 93,7 % melhor sobre a referência, e cada preço que ela contém é real. É aí que está toda a dificuldade. Um operador que comparasse o seu extrato com uma fantasia acabaria por reparar. Um operador que compara o seu extrato com um conjunto de preços que se imprimiram todos de verdade não tem nada de óbvio a corrigir.

Eis a aritmética que torna a comparação inútil de qualquer modo, e é uma linha. Para sair no melhor fecho tens de saber, nesse fecho, que não vem nada melhor. A operação 3 atinge o pico na barra 36 e a regra sai na barra 39. Na barra 36 a posição já estava aberta há dez barras e tinha feito um novo melhor fecho oito vezes, a última em cada uma das quatro barras anteriores; não havia na barra 36 nenhuma propriedade da barra 36 que a separasse das sete anteriores. O melhor fecho é a única coluna desta folha que se pode preencher exatamente uma vez, e só depois.

Quase ninguém contra quem negoceias tem esta coluna. Custa uma noite construí-la para um ano de operações, porque precisa da série de preços entre cada entrada e cada saída em vez do extrato, e a razão para a construir não é sentires-te pior. É descobrir se os teus 26,7 % são 26,7 %, ou 5, ou 60, porque esse número decide se a conclusão da aula 86 sequer se te aplica.

A operação 3, lembrada e registada

A regra fica longa na barra 26 a 98,8, a entrada mais baixa das sete. Sai na barra 39 a 101,3, por 2,50 por ação, e é isso que o extrato diz.

Entre essas duas barras a posição esteve aberta treze barras, e fez um novo melhor fecho em oito delas: barra 27 a 99,2, barra 28 a 99,6, barra 29 a 100,0, barra 32 a 100,3, barra 33 a 101,5, barra 34 a 102,1, barra 35 a 103,0 e barra 36 a 103,4, e nada mais alto depois. O melhor fecho é 103,4, que está 4,60 acima da entrada e são 2,979 de um R.

Portanto a operação mostrou 4,60 e pagou 2,50. Devolveu 2,10, que são 45,7 % do que mostrou e 53,8 % de toda a devolução da folha inteira.

Agora põe os dois factos sobre esta operação lado a lado. É a maior vencedora realizada das sete, com 2,50, e é também a maior deceção das sete, com 2,10. As duas descrições são exatamente verdadeiras das mesmas treze barras. E um operador que tivesse seguido o conselho da aula 86 e saído no primeiro fecho com lucro teria deixado esta operação na barra 27 com 0,40 — tirando, da operação que mais mostrou, o menos que ela alguma vez valeu.

A operação de que te lembras é a operação com a vida mais longa, e a duração é a única coisa que é precisa para haver algo de que te arrependas.

É esse o mecanismo à volta do qual o resto deste módulo tem andado. As operações 1, 6 e 7 duram uma ou duas barras e não devolvem nada, e ninguém volta a pensar nelas. A operação 3 dura treze barras, devolve 2,10 e é aquela de que se fala. O hábito a que a aula 86 pôs preço não é irracional dado aquilo de que um operador consegue mesmo lembrar-se; é uma resposta racional a uma amostra de memórias selecionada pela duração. A correção não é disciplina. É a coluna.

Por isso constrói a coluna: para as tuas últimas vinte operações, o melhor preço enquanto mantiveste, ao lado do que obtiveste de facto.

O que isto não resolve

Que esses 26,7 % sejam um número sobre mercados. É um número sobre sete operações de uma regra em sessenta fechos, e as três operações que o produzem por inteiro são as três que duraram mais. Uma regra que mantém durante semanas mostraria uma parcela bem maior e uma regra que mantém uma barra mostraria zero, o que significa que o número é sobretudo um facto sobre o período de detenção. O que generaliza é o método e não a magnitude.

Que o melhor fecho seja o que o operador viu. Não é. Um fecho é um preço por barra; o máximo é mais alto, e um operador a ver em tempo real vê o máximo e é disso que se lembra. Cada número desta página é por isso a versão conservadora, e uma página construída sobre máximos em vez de fechos reportaria uma diferença maior. A razão por que esta usa fechos é que os fechos são a série sobre a qual o curso inteiro foi verificável, e aqui a coerência vale mais do que a severidade.

Que a memória funcione como esta página supõe. Nada aqui mediu um operador. Mediu preços e depois afirmou, apoiando-se nas fontes abaixo e não em prova própria, que o pico de uma experiência tem um domínio desmedido sobre como ela é recordada. Essa afirmação faz trabalho real no argumento de fecho e não é a conclusão desta página. Um leitor que a rejeite continua a ter a coluna, que vale a pena de qualquer maneira.

Que o contrafactual esteja disponível. Sair no melhor fecho precisa do futuro, e a página di-lo, mas vale a pena dizê-lo duas vezes porque o número é sedutor: 13,739 depois de custos contra 9,839 não é uma melhoria que alguém consiga capturar, com nível nenhum de disciplina. É o tamanho de uma comparação, não o tamanho de uma oportunidade, e a razão para a medir é saber quão grande é a coisa que puxa por ti.

E a concessão que mais custa: quatro dos sete hábitos que este módulo já mediu foram medidos cada um sozinho, com os outros três parados, e não é assim que um operador funciona. A aula 90 põe os quatro na folha ao mesmo tempo — a saída antecipada, o stop apertado, o tamanho ligado ao resultado e o pico lembrado — e descobre que não somam. Em separado, a saída antecipada custa 2,20 e o stop de um quarto de R custa 5,90, o que poria o par em 1,74; juntos deixam 4,44, porque duas saídas competem e ganha a mais cedo. A regra que valia 4,16 acima de manter acaba o módulo a valer menos 1,24.

Problemas

  1. Encontra aquela de que te lembras. Sem olhares para nada, escreve a operação do último ano em que mais pensas e o que acreditas que ela mostrou no seu melhor. Depois vai procurá-la. Dez minutos, e ficas com um número na mão: a diferença entre os dois valores, que é o tamanho da correção de que a tua memória precisa antes de o resto disto valer a pena.
  2. Constrói a coluna para vinte operações. Para cada uma das tuas últimas vinte operações fechadas, encontra o melhor preço que o instrumento atingiu entre a tua entrada e a tua saída, e subtrai o que obtiveste de facto. Meia hora, e ficas com um número na mão: o teu próprio total devolvido como parcela do que esteve à vista, que nesta página é 26,7 %.
  3. Ordena-o por período de detenção. Pega nessas vinte linhas e traça o devolvido contra o número de barras que cada operação durou. Uma noite, e ficas com um número na mão: a parcela do teu total devolvido que vem do teu quarto de operações mais longas. Nesta folha é a totalidade, e se a tua for igual, a sensação que tens andado a gerir com disciplina está a ser gerada por um punhado de posições que poderias contar por uma mão.

Fontes. Daniel Kahneman, Barbara L. Fredrickson, Charles A. Schreiber e Donald A. Redelmeier, «When More Pain Is Preferred to Less: Adding a Better End» (Psychological Science, 1993), pelo resultado pico-fim em que o argumento de fecho se apoia: uma experiência é recordada pelo seu extremo e pelo seu fim e não pela sua soma, e é por isso que uma coluna de picos prevê o que um operador vai dizer de um ano melhor do que a coluna de resultados. Donald A. Redelmeier e Daniel Kahneman, «Patients’ Memories of Painful Medical Treatments» (Pain, 1996), pela mesma conclusão medida em tempo real contra a recordação e não em laboratório, que é a versão que o terceiro limite se recusa a reivindicar como reproduzida por esta página. Hersh Shefrin e Meir Statman, «The Disposition to Sell Winners Too Early and Ride Losers Too Long: Theory and Evidence» (Journal of Finance, 1985), pela ligação que o exemplo trabalhado traça entre esta coluna e o custo da aula 86. Terrance Odean, «Are Investors Reluctant to Realize Their Losses?» (Journal of Finance, 1998), pela medição em contas reais que faz da ligação mais do que uma analogia.

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Disposition Effect · Excursion · Open Profit

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