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O ritmo a que negoceias mesmo

Cerca de 10 min de leitura • Módulo 10: A profissão • Questionário do módulo 10 →
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A aula 65 transformou um número de operações numa espera assumindo quarenta operações por mês, e disse no mesmo fôlego que essas quarenta estavam postas e não derivadas. Mede-as antes, na grelha de 253 células que todas as aulas desde a 63 têm andado a correr. No troço em que cada regra está definida, 138 das 253 produzem exatamente uma entrada, 80,63 por cento produzem duas ou menos, e a célula mais movimentada de toda a grelha dá setenta e cinco entradas por ano. A aula 67 precisou de 589 operações para decidir se um décimo de R era real. Ao ritmo da regra mais movimentada isso são quase oito anos, e ao da regra mediana é mais do que uma vida de trabalho. Ao dia não faltam horas. Faltam-lhe decisões: nos vinte e oito movimentos em que as quatro regras da aula 71 estão todas definidas, a carteira pede uma ordem em treze dias e não pede nada em quinze, e nunca duas regras no mesmo dia.

Pré-requisitos: Aula 65, pelo ritmo que esta página fornece, aula 63, pela grelha em que é medido, e aula 69, pelo que se pode entregar a uma máquina.

O que um dia contém

Começa pelo que a regra lê, porque tudo o resto decorre daí. Cada célula da grelha da aula 63 compara duas médias móveis do fecho. Lê um número por dia. Uma sessão dura seis horas e meia e a regra consulta um único instante dela, portanto os restantes trezentos e oitenta e nove minutos não são informação que a regra ignore, são informação para a qual nunca foi construída. Isto não é um argumento de que olhar seja mau. É a observação de que, nesta família de regras, nada do que se olha chega até à decisão.

Conta então as decisões. Aqui estão as quatro regras da aula 71 nos vinte e oito movimentos em que estão todas definidas, os mesmos vinte e oito em que trabalharam as aulas 71 a 75.

RegraOrdens em vinte e oito movimentosDias em posição, de 28Entradas na sua própria janelaEntradas por ano a esse ritmo
2-e-59197 em 5333,3
3-e-102254 em 4821,0
5-e-201241 em 386,6
8-e-301211 em 289,0

Lê a primeira coluna de cima para baixo. Treze ordens em vinte e oito dias, e nove das treze vêm de uma só regra. O cruzamento 2-e-5 gera 69,23 por cento do trabalho da carteira, e a aula 73 deu a essa mesma regra o maior peso que ela conseguia aguentar, 0,630. Esses dois factos são o mesmo facto. Olha para a terceira coluna das entradas da aula 73: 2-e-5 tinha o menor desvio-padrão das quatro, 0,6375 contra 0,7218, 0,7265 e 0,7032, e tinha-o porque mantém posição em dezanove dos vinte e oito dias enquanto as outras mantêm em vinte e um a vinte e cinco. Estar fora do mercado mais vezes é o que a tornou sossegada, ser sossegada é o que lhe valeu o peso, e estar fora do mercado mais vezes é também o que a faz virar. A regra com mais dinheiro teu dentro é a regra com mais dia teu dentro, por construção e não por sorte.

Lê a terceira coluna e a quarta juntas, e desconfia da quarta. Transformar uma entrada em vinte e oito movimentos em nove entradas por ano é aritmética feita sobre um único acontecimento, e nenhuma linha isolada dessa coluna devia ser citada. O peso está no agregado: nas 253 células, cada uma no troço em que está definida, 138 dispararam uma vez, oitenta e três dispararam duas ou três, e trinta e dois dispararam mais de três, chegando a mais movimentada a dezasseis. É a distribuição, e não uma linha qualquer dela, que diz que o ritmo está mais perto de meia dúzia de entradas por ano do que de quarenta por mês.

Agora a mesma grelha na janela partilhada, que é de onde vem o dia. As 253 regras produzem 437 ordens ao longo dos vinte e oito dias, uma média de 1,73 cada, e 80,63 por cento delas pedem no máximo uma ordem em todo o troço. E aqui está o número que impede isto de ser um elogio ao ócio: corre as 253 e só um dos vinte e oito dias fica sossegado. Há um dia inteiro de trabalho disponível. Custa exatamente o que a aula 75 lhe atribuiu, que é dividir por quatro o tamanho por operação a troco de um dia 2,86 por cento mais pequeno.

O que muda a pergunta: já não é como encher o dia, mas que partes dele são função do que já está guardado.

PassoO que lêÉ função de dados já guardados?
Atualizar as duas médiaso fecho de hojeSim
Comparar a rápida com a lentaas duas médiasSim
Dimensionar a ordema distância ao stop e RSim
Verificar o número de posiçõeso que o corretor diz estar abertoSim
Decidir se a regra ainda tem edge589 operaçõesHoje não
Decidir deixar de a correro teu próprio registoHoje não

As primeiras quatro linhas são doze operações para uma carteira de quatro regras: duas médias e uma comparação por regra, mais uma divisão e uma contagem nos dias em que existe uma ordem. Em quinze dos vinte e oito dias as doze devolvem a resposta de ontem. A aula 69 mediu o atraso que uma pessoa mete entre o sinal e a ordem; esta tabela é aquilo à frente de que esse atraso é metido, e são doze operações que uma folha de cálculo acaba antes de teres encontrado o gráfico.

As duas últimas linhas são as que parecem o verdadeiro trabalho do dia e não são nada diárias. As 589 operações da aula 67 chegam ao ritmo medido acima, que na regra mais movimentada da grelha dá quase oito anos. Uma revisão diária não consegue decidir se uma regra ainda funciona, porque a prova de que essa decisão precisa não chega todos os dias. O que consegue decidir é se as doze operações correram, se a ordem que devia ter saído saiu, e se a contagem da quarta coluna da aula 75 ainda é a que julgas.

Quase ninguém contou as ordens que as suas próprias regras pediram no mês passado e as dividiu pelos dias de bolsa. É uma contagem e uma divisão, e a resposta é o ritmo que a aula 65 te pediu para fornecer e que a maior parte dos leitores nunca forneceu, o que significa que a maior parte ainda carrega as esperas da aula 65 com o numerador de outra pessoa.

O módulo 10 mantém uma lista corrente do que o dia contém e não é a decisão, e esta página abre-a com uma entrada apenas: as doze operações, e os quinze dias em vinte e oito em que elas não mudam nada.

Seis dias de nada, e depois cinco seguidos

Os treze dias com ordem não chegam de forma regular. Caem nos movimentos 36, 39, 40, 42, 44, 45, depois um vazio, depois de 52 a 56 seguidos, depois 58 e 59. A janela contém portanto um troço de seis dias sem uma única ordem e, logo a seguir, cinco dias consecutivos que precisam de uma cada. Põe esses dois troços um contra o outro, na regra 2-e-5, que produziu os cinco dias movimentados.

Movimentos 46 a 51, seis dias: a posição nunca muda, não sai nenhuma ordem, e a regra ganha 0,30 nas unidades do instrumento. Um movimento diário típico é aqui o movimento absoluto médio sobre esses mesmos vinte e oito, que é 0,7286, por isso 0,30 vale 0,41 de um.

Movimentos 52 a 56, cinco dias: saída, entrada, saída, entrada, saída. Cinco ordens em cinco sessões, e a regra ganha 1,00, o que são 1,37 movimentos diários típicos.

A semana movimentada ganhou mais do triplo do que ganhou a sossegada, e ganhou-o não segurando nada nos dois dias em que o instrumento caiu e segurando no dia em que subiu 1,30. O próprio instrumento subiu 0,90 ao longo desses cinco dias, portanto a regra bateu-o. Cada cruzamento é real e cada ordem está certa segundo a regra, e nada disso decide se a semana valeu a pena, porque isso decide-se na conta.

Avalia agora as cinco ordens, que são duas voltas e meia, com as duas pontas da aula 12. No ETF de índice da aula 12, onde uma volta custa um quinto de um por cento do movimento de um dia típico, as cinco ordens custam 0,0036 contra um ganho de 1,00, portanto a semana guarda 99,6 por cento do que fez. Na micro capitalização da aula 12, onde uma volta custa 52 por cento do movimento de um dia, essas mesmas cinco ordens custam 0,95 e a semana guarda 0,05, um vigésimo do ganho e sete centésimos do movimento de um dia típico. Mesma regra, mesma semana, mesmas ordens, e a única coisa que mudou é o instrumento que a aula 12 te disse para escolheres primeiro.

Lê os dois troços contra a sensação que cada um produz. Os seis dias sossegados parecem um sistema que deixou de funcionar e valem quatro décimos do movimento de um dia, que é mais ou menos o que aparentam. Os cinco dias movimentados parecem uma semana de trabalho, e no ETF de índice são-no. Na micro capitalização são as mesmas cinco ordens certas a guardar um vigésimo do mesmo ganho. A sensação é idêntica nos dois casos e não está a seguir nada.

Por isso conta os teus dias com ordem antes de decidires que o dia está vazio, e avalia a tua semana mais movimentada antes de decidires que foi produtiva.

O que isto não resolve

Que uma entrada em vinte e oito movimentos seja um ritmo. É um acontecimento num troço de um instrumento, e os sessenta fechos que este curso carrega são poucos de mais para estimar a frequência de qualquer regra isolada. O que sobrevive a essa objeção é o agregado e a sua ordem de grandeza: 138 das 253 células dispararam uma vez e 80,63 por cento dispararam duas ou menos, em janelas de vinte e oito a cinquenta e cinco movimentos. Isso não é compatível com quarenta operações por mês em leitura nenhuma, e a distância é um fator de dezenas e não um arredondamento.

Que a coluna anual deva ser citada. Não deve. Cada linha dela multiplica uma contagem de um ou de sete por uma constante, e uma contagem de um tem um erro-padrão do tamanho de si própria. A coluna existe para que 480 entradas por ano, que é a que dão as quarenta operações por mês da aula 65, possam ficar ao lado de 33,3 e de 6,6 sem aritmética na cabeça do leitor. Usa antes a distribuição, e trata cada número anual desta página como aritmética e não como medição.

Que o dia esteja vazio para toda a gente. Está vazio para uma família de regras sobre fechos diários, que é o que este curso vem a construir desde a aula 63. Uma regra que lê a sessão lê milhares de números em vez de um e tem um dia genuinamente diferente; nada aqui diz que a atenção intradiária não valha nada, apenas que estas regras não a conseguem consumir. Quem decide se o teu dia se parece com este é a contagem do problema um, não esta página.

Que uma máquina possa correr as primeiras quatro linhas sem vigilância. Pode calculá-las sem vigilância, o que não é a mesma permissão. O achado da aula 69 era que um limite de perda lê e um teto de posições impede, e a aula 75 fez do teto o controlo; as duas continuam a precisar de alguém que responda quando a contagem volta errada. O que as doze operações tiram é o atraso e o erro de cálculo, não a responsabilidade.

Que não fazer nada e não saber nada sejam a mesma coisa. Nos quinze dias sossegados as doze operações têm de correr na mesma e a resposta tem de ser olhada na mesma, porque a diferença entre um dia sem ordem e um dia em que a ordem se perdeu é invisível de fora e é exatamente a diferença que esta página também não consegue ver no teu registo. Um dia parado está vigiado. Um dia sem vigilância só parece parado.

E a concessão que mais custa: esta página contou as decisões e não disse nada sobre o que tem de estar de pé para que sequer uma delas chegue ao mercado. Doze operações não valem nada se a fonte de dados estiver parada, o corretor estiver inalcançável, ou a máquina que guarda as médias for o mesmo portátil que está a correr os gráficos. A aula 77 começa aí, no que a redundância compra mesmo e no que não compra.

Problemas

  1. Conta o teu ritmo. Pega nos últimos sessenta fechos daquilo que corres, conta cada dia em que uma regra tua mudou de estado, e divide por sessenta. Dez minutos, e acabas a segurar um número, as tuas ordens por dia, que multiplicas por vinte e um para obteres o número mensal que a aula 65 te pediu e não te conseguiu dar.
  2. Conta os teus dias sossegados. Nos mesmos sessenta, marca cada dia em que nem uma das tuas regras mudou de estado. Meia hora, e acabas a segurar um número, a parte dos dias em que a ação certa era nenhuma, que é a parte da tua atenção que não tem nenhuma decisão à espera.
  3. Avalia a tua semana mais movimentada. Encontra os cinco dias seguidos do teu registo com mais ordens, soma o que essas operações renderam antes de custos, e subtrai o custo de uma volta por cada duas ordens usando o número da aula 12 para o teu instrumento. Uma noite, e acabas a segurar um número, o que valeu a tua semana mais movimentada, que comparas com a tua quinzena mais sossegada.

Fontes. Eugene F. Fama e Marshall E. Blume, «Filter Rules and Stock-Market Trading» (Journal of Business, 1966), pela demonstração original de que o que decide se uma regra mecânica sobrevive é o seu número de operações e não a qualidade dos seus sinais, que é a segunda metade do exemplo trabalhado desta página. William Brock, Josef Lakonishok e Blake LeBaron, «Simple Technical Trading Rules and the Stochastic Properties of Stock Returns» (Journal of Finance, 1992), por regras de médias móveis exatamente desta família testadas com detalhe, e pelas frequências de sinal aí reportadas, que são a comparação publicada mais próxima das contagens acima. Hendrik Bessembinder e Kalok Chan, «Market Efficiency and the Returns to Technical Analysis» (Financial Management, 1998), pelo que acontece a essas mesmas regras assim que cada ordem é cobrada, que é a diferença entre o ETF de índice e a micro capitalização desta página. Andrew W. Lo, Harry Mamaysky e Jiang Wang, «Foundations of Technical Analysis» (Journal of Finance, 2000), pela maquinaria que transforma um padrão de gráfico num acontecimento contável, e é isso que torna um ritmo mensurável de todo.

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